LIBERDADE PERIGOSA

LIBERDADE PERIGOSA.

A liberdade é necessária e fascinante, mas, em excesso ou no tempo errado, não é boa.
Libertar o culpado e prender o inocente são possíveis erros da justiça humana que podem terminar em tragédia.

Não dê liberdade demais a qualquer pessoa, no que diz respeito ao tratamento e à intimidade, de modo incoerente com o tipo da relação. A permissão para ultrapassar certos limites pode ser loucura. Namorados não podem ter, entre si, a mesma liberdade de marido e mulher. O preço disso pode ser muito alto. Até mesmo entre os cônjuges, existem limites para as palavras e ações.

Os filhos vão conseguindo mais liberdade na medida em que vão crescendo e amadurecendo, mas antecipar este processo pode ser fatal.
Certamente, precisamos tomar cuidado para não sermos presos, nos piores sentidos do termo, mas não podemos viver uma liberdade excessiva, caracterizada pela ausência de vínculos, compromissos e responsabilidades.

Não podemos nos prender de qualquer jeito, mas quem vive fugindo de qualquer envolvimento pode acabar sem amigos e sem família.
Não podemos ser como um soldado sem exército ou ovelha sem rebanho. Esta liberdade representa vulnerabilidade.

Família e igreja são instituições divinas cuja essência é o relacionamento, mas a liberdade extrema conduz à solidão.
Não podemos ser ramos soltos, desligados da videira. Jesus disse que estes morrem e são queimados. Portanto, não seja um “desigrejado”.

Quando o filho pródigo foi embora, sua sensação de liberdade deve ter sido incrível. Estava livre do pai, livre da família, livre de controles e obrigações, mas o tempo mostrou que isso não era bom.
Viver sem lei, sem regras e sem limites é um tipo de liberdade perigosa que, mais cedo ou mais tarde, acabará.
Não existe liberdade absoluta. Quem não se prende voluntariamente ao bem, termina sendo preso pelo mal.

Pr. Anísio Renato de Andrade

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